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Pesquisa revela quais hormônios vegetais respondem ao alagamento.

QualfitohormôniosComo os fitormônios desempenham um papel fundamental no manejo da seca? Como eles se adaptam às mudanças ambientais? Um artigo publicado na revista Trends in Plant Science reinterpreta e classifica as funções de 10 classes de fitormônios descobertas até o momento no reino vegetal. Essas moléculas desempenham um papel vital nas plantas e são amplamente utilizadas na agricultura como herbicidas, bioestimulantes e na produção de frutas e hortaliças.
O estudo também revela qualfitohormôniosSão cruciais para a adaptação às mudanças nas condições ambientais (escassez de água, inundações, etc.) e para garantir a sobrevivência das plantas em ambientes cada vez mais extremos. O autor do estudo é Sergi Munne-Bosch, professor da Faculdade de Biologia e do Instituto de Biodiversidade (IRBio) da Universidade de Barcelona e chefe do Grupo Integrado de Pesquisa em Antioxidantes na Biotecnologia Agrícola.

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“Desde que Fritz W. Went descobriu a auxina como um fator de divisão celular em 1927, os avanços científicos em fitormônios revolucionaram a biologia vegetal e a tecnologia agrícola”, disse Munne-Bosch, professora de biologia evolutiva, ecologia e ciências ambientais.
Apesar do papel crucial da hierarquia dos fitormônios, a pesquisa experimental nessa área ainda não apresentou avanços significativos. Auxinas, citocininas e giberelinas desempenham um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento das plantas e, de acordo com a hierarquia hormonal proposta pelos autores, são consideradas reguladoras primárias.
No segundo nível,ácido abscísico (ABA)O etileno, os salicilatos e o ácido jasmônico ajudam a regular as respostas ideais das plantas às mudanças nas condições ambientais e são fatores-chave que determinam as respostas ao estresse. “O etileno e o ácido abscísico são particularmente importantes sob estresse hídrico. O ácido abscísico é responsável pelo fechamento dos estômatos (pequenos poros nas folhas que regulam as trocas gasosas) e por outras respostas ao estresse hídrico e à desidratação. Algumas plantas são capazes de usar a água de forma muito eficiente, em grande parte devido ao papel regulador do ácido abscísico”, afirma Munne-Bosch. Os brassinosteroides, os hormônios peptídicos e as estrigolactonas compõem o terceiro nível de hormônios, proporcionando às plantas maior flexibilidade para responder de forma otimizada a diversas condições.
Além disso, algumas moléculas candidatas a fitormônios ainda não atendem completamente a todos os requisitos e aguardam identificação definitiva. “A melatonina e o ácido γ-aminobutírico (GABA) são dois bons exemplos. A melatonina atende a todos os requisitos, mas a identificação de seu receptor ainda está em estágios iniciais (atualmente, o receptor PMTR1 foi encontrado apenas em Arabidopsis thaliana). No entanto, em um futuro próximo, a comunidade científica poderá chegar a um consenso e confirmá-la como um fitormônio.”
“Quanto ao GABA, ainda não foram descobertos receptores em plantas. O GABA regula canais iônicos, mas é estranho que não seja um neurotransmissor ou hormônio animal conhecido em plantas”, observou o especialista.
No futuro, visto que os grupos de fitohormônios não são apenas de grande importância científica na biologia fundamental, mas também têm significado significativo nos campos da agricultura e da biotecnologia vegetal, será necessário expandir nosso conhecimento sobre esses grupos.
“É crucial estudar os fitohormônios que ainda são pouco compreendidos, como as estrigolactonas, os brassinosteroides e os hormônios peptídicos. Precisamos de mais pesquisas sobre interações hormonais, uma área ainda pouco explorada, bem como sobre moléculas que ainda não foram classificadas como fitohormônios, como a melatonina e o ácido gama-aminobutírico (GABA)”, concluiu Sergi Munne-Bosch. Fonte: Munne-Bosch, S. Fitohormônios:


Data da publicação: 13/11/2025